A Comissão delineará os planos para esta autoridade supervisora até ao final de 2018.
No debates sobre o estado da União em Estrasburgo, a 13 de setembro, Juncker anunciou as novas propostas: "Devemos garantir que todas as regras da UE em matéria de mobilidade laboral sejam aplicadas de forma justa, simples e eficaz através de um novo órgão europeu de inspeção e execução". Acrescentou ainda que "parece absurdo ter uma autoridade bancária para supervisionar padrões bancários, ao contrário do mercado único, onde não existe nenhuma autoridade que possa assegurar a respetiva justiça.
Funcionários da UE disseram que ainda não houve uma decisão sobre se a autoridade do trabalho será uma agência da UE ou um tipo diferente de instituição. A Comissão argumenta que um organismo da UE para supervisionar o direito do trabalho ajudará a gerir o número crescente de pessoas que trabalham fora do seu Estado-Membro de origem. Dezasseis milhões de europeus trabalham fora do Espaço Comunitário, o dobro do número existente há dez anos atrás.
Segundo dados da Comissão, 1,7 milhões de europeus viajam para outros Estados-membros todos os dias para trabalhar.
"É um alicerce lógico", disse o representante da UE. Atualmente, não existe uma autoridade permanente a nível da UE que supervisione o direito do trabalho. Este representante argumentou, ainda, que faz sentido criar este alicerce como uma medida adicional para proteção contra a exploração dos trabalhadores acrescida à legislação da UE em matéria laboral.
Juncker tem sido explícito nas questões sociais. O chefe da Comissão tem pressionado os Estados-membros a adotar salários mínimos nacionais sendo uma força motriz por trás das polémicas regras no âmbito do destacamento de trabalhadores que pretendem regular as condições relativas ao trabalho temporário fora do país de origem.
O empenho da Comissão a favor de legislação social adicional causou atrito com alguns países do leste da UE, incluindo a Polónia e a Hungria, que não querem que a UE regule sobre o emprego e os salários.
Marianne Thyssen, a Comissária da UE responsável pela área do Emprego, apoiou a proposta de Juncker, tendo inclusive referido no seu twitter: "Para um único mercado de trabalho europeu precisamos, também, de uma Autoridade Europeia para o Mercado de Trabalho".