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04-07-2019 
Estudo da OIT revela desigualdades salariais como um fenómeno persistente 

Uma nova análise dos dados da OIT mostra que cerca de 10% dos trabalhadores recebe cerca de metade do global das remunerações.

Um estudo da OIT apresenta as primeiras estimativas da distribuição dos rendimentos do trabalho e revela que as desigualdades salariais continuam a ser um fenómeno persistente no mundo do trabalho.

Dez por cento dos trabalhadores recebem 48,9 por cento do total das remunerações globais, enquanto que os 50 por cento dos trabalhadores mais mal pagos recebem apenas 6,4 por cento, revela um novo conjunto de dados da OIT.

Além disso, os 20% que recebem os mais baixos salários - cerca de 650 milhões de trabalhadores e trabalhadoras - ganham menos de 1% do rendimento global do trabalho, número que quase não se alterou em 13 anos.

O novo conjunto de dados mostra que a desigualdade global de rendimentos do trabalho a nível mundial diminuiu desde 2004. No entanto, isso não é devido a reduções na desigualdade dentro dos países - ao nível nacional, a desigualdade salarial está a aumentar.

Os dados agora disponibilizados pelo Departamento de Estatísticas da OIT, contém informação relativa a 189 países e é retirado da maior base de dados a nível mundial (dados harmonizados).

 Os principais resultados mostram que, a nível mundial, a parte do rendimento nacional destinada aos trabalhadores diminuiu de 53,7% em 2004 para 51,4% em 2017.

Segundo Steven Kapsos, chefe da Unidade de Produção e Análise de Dados da OIT, "os dados mostram que, em termos relativos, os aumentos dos rendimentos mais elevados são acompanhados por perdas em todos os outros, com os trabalhadores de classe média e média baixa a terem um declínio nos seus rendimentos."  E continua afirmando que, "no entanto, quando a parte dos rendimentos do trabalho dos trabalhadores de médios ou baixos rendimentos aumenta, os ganhos tendem a ser generalizados, favorecendo todos, exceto os que ganham mais."

Analisando a distribuição de remuneração média entre os países, constata-se que a parte recebida pela classe média (média de 60% dos trabalhadores) diminuiu entre 2004 e 2017, de 44,8% para 43%. Ao mesmo tempo, a parte dos 20% daqueles que mais ganharam aumentou, de 51,3% para 53,5%. Os países em que as pessoas que recebem salários mais elevados viram uma parte do seu salário aumentar em pelo menos um ponto percentual  foram a Alemanha, a Indonésia, a Itália, o Paquistão, o Reino Unido e os Estados Unidos.

Os países mais pobres tendem a ter níveis muito mais elevados de desigualdade salarial, o que exacerba as dificuldades das populações vulneráveis.

Roger Gomis, economista do Departamento de Estatística da OIT, disse: "Em termos globais, a maior parte dos trabalhadores e trabalhadoras aufere salários surpreendentemente baixos e, para muitos que têm um emprego, não significa ter o suficiente para viver. A nível mundial, o salário médio dos trabalhadores da metade inferior da distribuição dos rendimentos é de apenas 198 dólares por mês e os 10% mais pobres precisariam trabalhar mais de três séculos para ganhar o mesmo que os 10 por cento mais ricos ganham num ano".

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